Mikaelli Andrade

Mikaelli Andrade
Cachoeira Brejão/Coribe-Ba
”A água é o sangue da terra. Insubstituível. Nada é mais suave e ,no entanto , nada a ela resiste. Aquele que conhece seus princípios pode agir corretamente, Tomando-a como chave e exemplo. Quando a água é pura, o coração do povo é forte. Quando a água é suficiente,o coração do povo é tranquilo.” Filósofo Chinês no século 4 A.C

Buscar

"As preocupações ambientais contemporâneas originaram-se da percepção da pressão sobre os recursos naturais causadas pelo crescimento populacional e pela disseminação do modelo da sociedade de consumo"

Mostrando postagens com marcador Uma Estorinha Ecológica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Uma Estorinha Ecológica. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Uma Estorinha Ecológica


Numa ilha das Antilhas grassou uma epidemia de malária e os especialistas identificaram, com facilidade a causa, era um mosquito, tipo do nosso pernilongo.

Fizeram, então, seus planos para a cura dos doentes, mas resolveram, também, atacar de frente a causa, pela eliminação total da praga causadora. A solução não deixou por menos na ação: dedetizar, por avião, toda a ilha.

Passaram rapidamente à decisão tomada e aviões, em todas as direções, pulverizaram todos os recantos da dita ilha. Não sobrou um mosquito para contar a estória.

Passado algum tempo, os nativos começaram a notar dois fatos: os lagartos que existiam na ilha, em número razoável, apresentavam um aspecto de sonolência, como se estivessem bêbados e não reagiam com rapidez à aproximação do homem, como era praxe, e ainda que, o número deles começava a rarear.

Novamente, devido àquele fato estranho, reuniram-se os especialistas e chegaram à conclusão, após observarem em paralelo, também um número exagerado de "óbitos" na população de gatos. Os gatos comem normalmente os lagartos e como esses lagartos estavam sem sua reação de autodefesa, os gatos os pegavam com facilidade, e se os gatos estavam morrendo, era porque os lagartos estavam envenenados, e se estavam envenenados era porque o seu alimento natural (os mosquitos) estavam envenenados com o DDT.

Enquanto os luminares da terra conjecturavam da importância desses fatos, começaram a notar que seus celeiros de grãos e suas casas estavam sofrendo ataques ferozes de ratos. A população de ratos na ilha crescia assustadoramente, porque faltava, agora, na ilha, seu predador natural, o gato.

Novamente, as cabeças pensantes se reuniram e decidiram que a solução seria colocar em toda a ilha iscas para os ratos. Aí, alguém de bom senso se levantou e pediu a palavra: Alto lá! Se fizermos isso não saberemos as conseqüências, poderemos estar envolvendo outros animais, inclusive porcos, galinhas etc. e com isso, nós mesmos sofreremos na pele. Todos concordaram e a idéia morreu. Que fazer então? Brilhante conclusão: vamos importar gatos! E como importaram! Navios vinham apinhados de bichanos e a ilha, finalmente, readquiriu sua população "gatal". Não demorou muito, a população de ratos começou a não incomodar.

Passado um ano, começou-se a notar um outro fenômeno diferente: as choupanas dos habitantes, feitas de madeira e palha, começavam a desabar. Fácil ver, era cupim que não acabava mais. Por que tanto cupim? Indagavam-se os habitantes da ilha. Alguém, brilhantemente, concluiu: falta o seu predador natural, o lagarto.

Conclusão: começaram a importar lagartos em larga escala.

Moral da estória: O ciclo natural pode ser quebrado pelo homem, mas a Natureza dá o troco.


Autor: Gil Portugal

Fonte: HP Gil Portugal


Postagens populares